VERSO PARA MEMORIZAR
“Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11:51, 52).
LEITURA DA SEMANA
Jo 11:51, 52; Ef 2:13-16; 4:25–5:2; 2Co 5:17-21; Rm 14:1-6; At 1:14
SÁBADO A TARDE – 24 DE NOVEMBRO 2018 – INTRODUÇÃO – Ano Bíblico: 1Co 11–13
Na semana passada estudamos como a unidade se torna visível mediante uma mensagem comum, centrada em Jesus como Salvador e nas verdades bíblicas que devem ser enfatizadas no tempo do fim. Somos quem somos por causa da mensagem que Deus nos deu e do nosso chamado para proclamá-la ao mundo.
Nesta semana, vamos nos concentrar na unidade visível da igreja, manifestada na vida cotidiana dos cristãos e na missão da igreja. De acordo com Jesus, a igreja não somente anuncia a mensagem divina de salvação e reconciliação. A unidade da própria igreja também é uma expressão essencial dessa reconciliação. Neste mundo envolvido pelo pecado e pela rebelião, a igreja é um testemunho visível da obra salvadora e do poder de Cristo. Sem a unidade e a solidariedade da igreja, o poder salvífico da cruz dificilmente seria visto neste mundo. “A unidade com Cristo estabelece um vínculo de unidade de uns com os outros. Essa unidade é, para o mundo, a mais convincente prova da majestade e da virtude de Cristo, bem como de Seu poder de tirar o pecado” (Comentários de Ellen G. White, em Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1.148).
DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO 2018 – SOB A CRUZ DE JESUS – Ano Bíblico: 1Co 14–16
Como muitas outras bênçãos espirituais concedidas por Deus ao Seu povo, a unidade da igreja também é um dom de Deus. A unidade não é uma criação humana mediante nossos esforços, boas obras e intenções. Fundamentalmente, Jesus Cristo criou essa unidade por meio de Sua morte e ressurreição. À medida que nos apropriamos, pela fé, de Sua morte e ressurreição por meio do batismo e do perdão de nossos pecados; ao nos unirmos em comunhão e espalhamos as três mensagens angélicas ao mundo, estamos em união com Ele e em unidade uns com os outros.
1. De acordo com João 11:51, 52 e Efésios 1:7-10, qual evento na vida de Jesus é o fundamento de nossa unidade, como adventistas?
“Ora, [Caifás] não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11:51, 52). É muito estranho o fato de Deus ter usado Caifás para explicar o significado da morte de Cristo, embora Caifás não soubesse o que estava fazendo ao condenar Jesus à morte. Ele não tinha ideia de como sua declaração foi profunda. Caifás pensou que estivesse fazendo apenas uma declaração política. Porém, João a usou para revelar uma verdade fundamental sobre o significado da morte substitutiva de Jesus por todos os fiéis de Deus, que um dia seriam reunidos “em um só corpo”.
Sejam quais forem nossas outras crenças como adventistas do sétimo dia, seja qual for a mensagem proclamada exclusivamente por nós, o fundamento da nossa unidade consiste em nossa aceitação da morte de Cristo em nosso favor.
Além disso, também experimentamos essa unidade em Cristo por meio do batismo. “Todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gl 3:26, 27). O batismo é outro vínculo que compartilhamos, pois simboliza nossa fé em Cristo. Temos um Pai em comum; portanto, somos todos filhos e filhas de Deus. E temos um Salvador em comum, em cuja morte e ressurreição somos batizados (Rm 6:3, 4).
Em Romanos 14 e 15, o apóstolo Paulo tratou de questões que estavam dividindo profundamente a igreja em Roma. Ele encorajou os romanos a mostrar tolerância e paciência uns aos outros e não dividir a igreja por causa desses assuntos. O que podemos aprender com seu conselho?
4 Leia Romanos 14:1-6. Quais questões de consciência fizeram com que os cristãos de Roma julgassem e não se associassem uns com os outros?
É muito provável que essas questões estivessem relacionadas com a impureza cerimonial judaica. De acordo com Paulo, eram “contendas sobre dúvidas” (Rm 14:1, ARC), indicando que não eram questões de salvação, mas de opinião, que deveriam ter sido deixadas por conta da consciência individual de cada um (veja Rm 14:5).Primeiramente, esses debates foram a respeito do tipo de comida consumida. Paulo não abordou na ocasião o problema de comer animais proibidos em Levítico 11. Não há evidências de que os primeiros cristãos começaram a comer carne de porco ou outros animais imundos durante os dias de Paulo, e sabemos que Pedro também não comeu esses alimentos (veja At 10:14). Além disso, o fato de os fracos comerem apenas vegetais (Rm 14:2) e de o debate envolver também a questão das bebidas (Rm 14:17, 21) indica que o assunto se concentrava na impureza cerimonial. Isso se torna mais evidente pelo uso da palavra “impura” (koinos), em Romanos 14:14. Essa palavra é usada na antiga tradução grega do Antigo Testamento para se referir a animais impuros, e não aos animais imundos de Levítico 11. Aparentemente, havia pessoas na comunidade romana que não participavam das refeições comunitárias porque não estavam convencidas de que os alimentos houvessem sido adequadamente preparados nem de que não tinham sido sacrificados aos ídolos.O mesmo ocorre com a observância de alguns dias. A questão não se refere à observância semanal do sábado, pois sabemos que Paulo o observava regularmente (At 13:14; 16:13; 17:2). Provavelmente, essa seja uma referência aos vários dias de festas judaicas ou de jejum. A intenção de Paulo nesses versículos era incentivar a tolerância para com os que eram sinceros e conscienciosos na observância desses rituais, desde que não pensassem neles como um meio de salvação. A unidade entre os cristãos é manifestada na paciência e na tolerância mesmo quando não concordamos em alguns pontos, especialmente quando esses pontos não são essenciais à nossa fé.
5. Compare o ânimo dos discípulos durante a Ceia do Senhor, em Lucas 22:24, com o que tiveram pouco antes da experiência do Pentecostes, em Atos 1:14 e 2:1, 46. O que fez tanta diferença na vida deles?
Em Atos 1:14 e 2:46, a expressão “perseveravam unânimes” também significa “perseveravam com uma só mente”. Isso aconteceu porque os discípulos estavam reunidos em um lugar, em oração, buscando o cumprimento da promessa de Jesus de lhes enviar o Consolador.Enquanto esperavam, para eles teria sido fácil criticar uns aos outros. Alguns poderiam ter mencionado o fato de Pedro ter negado Jesus (Jo 18:15-18, 25-27) e a dúvida de Tomé quanto à ressurreição de Cristo (Jo 20:25). Eles poderiam ter se lembrado do pedido de João e Tiago, que solicitaram as posições mais poderosas no reino de Jesus (Mc 10:35-41), ou de que Mateus havia sido um desprezado coletor de impostos (Mt 9:9).No entanto, “esses dias de preparo foram de profundo exame de coração. Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para a obra da salvação. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que pesava sobre eles. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo e clamavam pelo poder que Cristo havia prometido” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 37).A comunhão entre os discípulos e a intensidade de suas orações os prepararam para a importante experiência do Pentecostes. Quando se aproximaram de Deus e abandonaram suas diferenças pessoais, os discípulos foram preparados pelo Espírito Santo para se tornarem testemunhas destemidas e ousadas da ressurreição de Jesus. Eles sabiam que Cristo tinha perdoado suas muitas falhas, e isso lhes deu coragem para avançar. Sabiam o que Jesus tinha feito por eles. Conheciam a promessa de salvação encontrada Nele e, portanto, “a ambição dos cristãos era revelar a semelhança do caráter de Cristo, bem como trabalhar pelo desenvolvimento de Seu reino” (Ibid., p. 48). Não é de admirar que o Senhor tenha feito coisas poderosas por meio deles. Que lição para nós como igreja hoje!
Leia, de Ellen G. White, “Unidade na Diversidade”, p. 98-103, em Evangelismo.“As Escrituras ilustram como o Espírito Santo guiava a igreja primitiva em seu processo de tomada de decisão. Isso acontecia pelo menos de três maneiras intimamente interligadas: as revelações (por exemplo, o Espírito dizia às pessoas o que fazer: Cornélio, Ananias e Filipe; e, talvez, o lançamento de sortes), as Escrituras (a igreja chegava a uma conclusão por meio da Bíblia) e o consenso (o Espírito atuava na comunidade quase que imperceptivelmente, criando um consenso mediante diálogo e estudo e, por fim, a igreja percebia que o Espírito estava atuando nela). Diante de conflitos culturais, doutrinários e teológicos entre a comunidade de cristãos, o Espírito Santo atuou por meio do consenso no processo de tomada de decisão da igreja. Nesse processo, vemos a função ativa da comunidade de cristãos, não apenas de seus líderes, e também a importância de pedir a Deus discernimento. Percebemos a direção do Espírito Santo em toda a compreensão da comunidade sobre a Palavra de Deus, em sua experiência e em suas necessidades, e na experiência de seus líderes ao ministrarem. As várias decisões da igreja foram tomadas mediante um processo guiado pelo Espírito Santo, em que as Escrituras, a oração e a experiência foram elementos de reflexão teológica” (Denis Fortin, “The Holy Spirit and the Church”, em Ángel Manuel Rodríguez, ed., Message, Mission e Unity of the Church, p. 321, 322).
Perguntas para discussão
1. Como decidimos quais são os ensinamentos e práticas essenciais para nós, adventistas do sétimo dia, e quais não são?2. Como devemos nos relacionar com cristãos de outras denominações que, como nós, acreditam na morte e ressurreição de Jesus?
1. Como decidimos quais são os ensinamentos e práticas essenciais para nós, adventistas do sétimo dia, e quais não são?2. Como devemos nos relacionar com cristãos de outras denominações que, como nós, acreditam na morte e ressurreição de Jesus?
Resumo. A mais convincente prova de unidade é amar uns aos outros como Jesus nos amou. O perdão dos pecados e a salvação que compartilhamos, como adventistas, são os melhores vínculos dessa comunhão. Podemos mostrar ao mundo nossa unidade e testemunhar de nossa fé.
Respostas e Atividades da Semana:
1., A.
2. O ministério da reconciliação. Estamos cumprindo nossa missão neste mundo? Se não estamos reconciliados como podemos proclamar a mensagem da reconciliação?
3. No relacionamento com as pessoas; na comunhão com Deus; e na submissão às orientações do Espírito Santo. Devemos andar de acordo com os princípios da lei de Deus, amar as pessoas e viver em unidade.
4.Comente com a classe.
5. Durante a Ceia, os corações estavam divididos pela competição e pelo desejo de supremacia. Antes do Pentecostes, eles se uniram em oração e companheirismo, buscando o Espírito Santo para cumprir a missão. Como um espírito unido pode fazer a diferença em nossa disposição de trabalhar por Cristo?
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